Quanto Custa um Funcionário Para Uma Empresa?

A contratação de um funcionário não é um processo simples como muitos imaginam. Um funcionário não custa para a empresa somente o seu salário, existem alguns tributos que fazem parte dessa conta.

É muito importante para uma empresa saber calcular quanto custa um funcionário, pois contratar sem levar isso em consideração pode levar a empresa ao prejuízo.

Quer entender mais sobre quanto custa um funcionário para uma empresa? Continue lendo esse artigo e tire suas dúvidas!

Qual a importância de calcular o custo de um funcionário?

Ao fazer um investimento em pessoas para trabalhar, o empregador assume uma conta que vai além do valor do salário que ele pretende pagar.

É importante calcular quanto sairá cada funcionário para a empresa, para assim saber quantas pessoas devem integrar a equipe sem causar prejuízos.

Algo muito comum de se ver quando uma empresa precisa cortar gastos, é a demissão de seus funcionários.

Mas diminuir a equipe não afeta o rendimento? No geral sim, porém muitas vezes o lucro no rendimento daquela pessoa é menor que o valor que a empresa gasta com a contratação do mesmo.

Por isso, é de extrema importância sempre averiguar esses dados e analisar a situação.

Custos básicos envolvidos na contratação de um funcionário

  • Salário mensal

Todos os demais custos envolvidos na contratação têm como base o salário mensal, por isso, quanto maior o salário, maiores serão os demais custos.

  • Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)
  • Instituto Nacional do Seguro Social
  • 13° salário
  • Férias remuneradas

Como realizar o cálculo dos custos envolvidos em uma contratação?

Empresas registradas no Simples Nacional

Esse regime envolve empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano e não realizam atividades como consultoria, engenharia e gestão.

As empresas registradas nessa modalidade de regime tributário, de acordo com nova CLT, terão que arcar com os custos:

  • FGTS (8%)
  • Férias (11,11%)
  • 13° salário (8,33%)
  • Previdenciário sobre 13º/Férias/DSR (7,93%)
  • FGTS/Provisão de multa para rescisão (4%)
  • Vale-refeição

Em algumas situações, o valor do vale-refeição é determinado pelo sindicato representante do funcionário.

O funcionário arca com 20% do valor do vale-refeição, os 80% restantes é encargo da empresa.

  • Vale-transporte

Considerando que o preço médio das passagens no Brasil, atualmente, seja de R$ 4,50, e que o funcionário precise de 2 passagens diárias para ir e vir do trabalho, multiplica-se esse valor pelos 22 dias trabalhados, e se obtém o valor total mensal com transporte.

O funcionário arca com 6% do valor de seu salário, ficando o restante do valor a encargo da empresa.

Nesse regime, o total de encargos tributários será de: 39,37%. Ou seja, quase 40% do gasto da empresa com o funcionário NÃO vai para o salário do mesmo.

Empresas registradas no Lucro Presumido e Lucro Real

O regime Lucro presumido envolve empresas que faturam até R$ 78 milhões por ano e que não realizam atividades como caso de bancos comerciais, bancos de investimento, arrendamento mercantil e seguradoras.

Já no Lucro Real se encaixa todas as empresas que não são acolhidas pelo Simples Nacional ou Lucro Presumido.

O cálculo para esse regime é o mesmo que do Simples Nacional, porém adiciona-se os tributos de alíquota de terceiros (Incra, SENAI, SESI ou SEBRAE), como também o INSS patronal e mais alguns encargos não adicionais a pequenas empresas.

Os custos são:

  • Férias (11,11%)
  • 13° salário (8,33%)
  • INSS (20%)
  • Seguro Acidente de Trabalho SAT (3%)
  • Salário educação (2,5%)
  • Incra / SENAI / SESI / SEBRAE (3,3%)
  • FGTS (8%)
  • FGTS provisão de multa para rescisão (4%)
  • Previdenciário sobre 13°/Férias/DSR (7,93%)

Dando um total de 68,17% de custos.

Custo final de um funcionário

Por fim, para calcular o custo final de um funcionário para uma empresa, é necessário considerar os valores combinados na contratação, como salário e benefícios como vale-transporte ou auxílio-alimentação, e também os valores que devem ser pagos sobre os tributos para o governo, que tem possibilidade de variação a depender da categoria.

Considerando o cumprimento de todos os valores fiscais a serem pagos e considerando todas as obrigações previstas em lei sobre o custo de um funcionário, vamos finalizar com um exemplo de um funcionário com o salário de R$1.000,00:

  • Salário = R$ 1.000,00
  • Vale-transporte = R$ 138,00 (passagem a R$ 4,50)
  • Auxílio-alimentação = (Empresa pagará por 80% do valor)
  • Fração de 13° (8,3%) = R$ 83,00
  • Fração de férias (11,11%) = R$ 111,1
  • FGTS (8%) = R$ 80,00
  • Fração do FGTS com 13° e férias (1,4%) = R$ 14,00
  • INSS (20%) = R$ 200,00
  • Fração do INSS com 13° e férias (4%) = R$ 40,00

Custo total do funcionário no exemplo: R$ 1.666,10 sem incluir o auxílio-alimentação.

E esses são os cálculos base que você precisa fazer na hora de contratação de funcionários. Aplicando as variações e valores corretos para sua empresa, você conseguirá ter uma visão mais ampla de como prosseguir suas contratações.

Aprendeu um pouco mais sobre quanto custa um funcionário para uma empresa além de seu salário? Se essas informações esclareceram suas dúvidas, não deixe de compartilhar com seus amigos em suas redes sociais!

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